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JS ADVOGADAS

Situações como overbooking, atraso ou cancelamento de voo são mais comuns do que se imagina — e causam transtornos sérios. No entanto, o que poucos passageiros sabem é que a legislação brasileira garante uma série de direitos nesses casos.

Por isso, neste artigo, você vai entender, de forma simples e direta, quais medidas pode tomar, o que pode exigir da companhia aérea e como agir para garantir o que é seu por direito.

Overbooking: o que é e como funciona?

Em resumo, overbooking acontece quando a companhia aérea vende mais passagens do que assentos disponíveis no voo. Se todos os passageiros comparecem, alguém acaba ficando de fora. Apesar de não ser ilegal, a empresa tem a obrigação de compensar o passageiro prejudicado.

Dessa forma, se você for impedido de embarcar por esse motivo, poderá optar por:

  • Reembolso integral da passagem;

  • Reacomodação em outro voo (da mesma ou de outra companhia);

  • Concluir a viagem por outro meio de transporte, sem custo extra.

Cancelaram seu voo? Saiba o que exigir

Sempre que a empresa cancelar um voo, ela deve avisar com, no mínimo, 72 horas de antecedência. Caso contrário, ou se o cancelamento ocorrer de última hora, você pode exigir:

✅ Reembolso total do valor pago
✅ Novo voo, sem custo, para o mesmo destino
✅ Transporte alternativo (ônibus, carro, etc.)

Além disso, durante a espera, você tem direito à assistência material:

  • A partir de 1 hora: acesso à internet e telefone

  • A partir de 2 horas: alimentação (vale ou refeição)

  • A partir de 4 horas: hospedagem e traslado, se necessário

E se o voo apenas atrasar?

Mesmo que o voo não seja cancelado, o atraso também gera deveres para a companhia aérea. Veja os principais:

  • Até 1 hora: a empresa deve informar o motivo do atraso

  • Entre 1h e 4h: deve oferecer meios de comunicação e alimentação

  • Mais de 4h: precisa fornecer hospedagem e reacomodação

Portanto, fique atento ao tempo de espera para saber o que exigir.

Posso pedir indenização?

Sim! Em casos de grandes prejuízos — como perda de compromissos importantes, estresse, gastos extras com alimentação, hospedagem ou transporte —, você pode entrar com uma ação judicial por danos morais e materiais.

Afinal, a Justiça tem reconhecido cada vez mais esse direito, especialmente quando o passageiro consegue apresentar provas dos transtornos vividos.

O que diz a legislação?

Dois documentos principais garantem seus direitos como consumidor:

  1. Código de Defesa do Consumidor (CDC) – determina que o serviço deve ser prestado com qualidade e segurança. Se houver falha, o consumidor tem direito à reparação.

  2. Resolução nº 400 da ANAC – estabelece normas específicas para as companhias aéreas em relação a atrasos, cancelamentos, reembolsos e assistência ao passageiro.

Portanto, a companhia aérea não pode simplesmente ignorar suas obrigações.

Como agir na prática?

Se você passou por uma dessas situações, siga este passo a passo para se proteger:

  1. Guarde todos os documentos – bilhetes de embarque, comprovantes, recibos e comunicações.

  2. Solicite explicações por escrito – peça que a empresa informe o motivo da falha.

  3. Registre uma reclamação – use o site consumidor.gov.br ou vá ao Procon.

  4. Se não resolver, procure um advogado especialista em Direito do Consumidor para avaliar o caso e entrar com uma ação.

Assim, você aumenta suas chances de ser indenizado e de resolver o problema com mais rapidez.

Conclusão: Você não precisa aceitar prejuízos

Problemas com voos acontecem — mas isso não significa que você deve arcar com os prejuízos sozinho. Afinal, a lei está do seu lado.

Ao conhecer seus direitos, você ganha poder para exigir o que é justo. Portanto, não hesite em buscar reparação quando necessário.

📲 Teve problemas com voo e não sabe por onde começar?
Entre em contato com um advogado especializado em Direito do Consumidor. Você pode ter direito a reembolso, indenização e outros benefícios.

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